Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro: 1582 - 2008 - 426 Anos
Os avanços da tecnologia no contexto das mudanças sociais trazem um processo de comprometimento inquestionável, no sentido de melhorar toda a gama de atividades disponibilizadas à população. Uma prestação de serviços de qualidade, uma assistência médica e educacional modernas, é o desejável, mas nem sempre possível. A modernização é cerceada em razão dos parcos recursos disponíveis.
Os serviços filantrópicos prestados pela Santa Casa, cuja presença no cenário brasileiro vem desde a fundação da Cidade do Rio de Janeiro, por si só já indicam a garantia da eficácia da instituição ao longo de mais de quatro séculos de sua existência.
Para atingir as metas propugnadas, sérias questões foram enfrentadas e muitas ainda temos pela frente. O que mais afronta a administração é a problemática financeira. Tolhe novos investimentos necessários à estimulação das atividades, impede a remodelação dos espaços físicos, a aquisição de novas aparelhagens e a reciclagem dos recursos humanos, para melhor equipar a área hospitalar com 1730 leitos, distribuídos pelos 5 hospitais da Irmandade: Hospital Geral (Rua Santa Luzia, 206 – Castelo), Hospital N.S. das Dores (Av. Ernani Cardoso, Nº 21 – Cascadura), Hospital N.S. Da Saúde (Rua da Gambôa, Nº 303 – Gambôa), Hospital São Zacharias (Av. Carlos Peixoto, Nº 124 – Botafogo), e Hospital N.S. do Socorro (Rua Monsenhor Manoel Gomes, Nº 503 – Caju); a geriátrica com dois repousos para amparo a idosos; a educacional com dois educandários – Romão de Mattos Duarte e Misericórdia - com acolhimento do maternal aos 14 anos, 12 creches e colônia de férias; e a área funerária, com treze cemitérios, um crematório, agências e postos de atendimentos nos diversos bairros.
A sobrevivência da Santa Casa só vem sendo possível graças à dedicação dos dirigentes, chefes e colaboradores, que não cruzam os braços ante os desafios. A luta dos envolvidos com as tarefas imprescindíveis é de uma grandeza desmedida.
Todos, desejosos de participar da longevidade da entidade, trabalham com vistas a elevar o seu prestígio e a afirmação cada vez maior de seus dirigentes, que muito batalham para atualizar, corrigir e expandir o desempenho de modo geral, buscando dar uma resposta condizente com o esperado, tanto da parte dos usuários de seus serviços como das autoridades.
Às vezes, forças exógenas ameaçam a sua continuidade, conforme pode ser visto em outras grandes instituições também sujeitas a choque. Em resposta, todos os dirigentes, irmãos, corpo clínico, funcionários e colaboradores se dão as mãos e formam verdadeira parede isolante contra tais elementos.
Sejam quais forem as circunstâncias e conflitos a enfrentar em quaisquer de suas frentes de atuação, a Santa Casa não se afastará da luta. É o espírito humanístico, o sentimento de fraternidade, é o amor acima de tudo, colocado a serviço da população de modo geral, em especial a carentes de recursos, para os quais as nossas portas estarão sempre abertas, sem que haja prejuízo da qualidade oferecida aos que precisam.
DAHAS ZARUR
PROVEDOR
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