Precursora na área da saúde, a Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro é a célula pioneira de todo o programa médico-assistencial desenvolvido no Brasil. O instrumento para a prestação modelar desse serviço são seus cinco (5) hospitais, dois (2) educandários, duas (2) casas para idosos, treze (13) cemitérios e um crematório. É o sentimento de fraternidade, o espírito humano, o amor, colocados a serviço da população.
Para cumprir sua magna missão, há um esforço conjunto, um diálogo permanente. O individuo, em sua estressante atividade diária, corre o risco de perder o senso das coisas, de desvalorizar a existência, de questionar a verdade, de duvidar do bem. Arte e cultura, associadas à saúde, podem melhor dimensionar a qualidade dos serviços ofertados ao ser humano. São instrumentos com força de aplacar o horizonte da realidade. É muito importante aliar aos objetivos da Instituição o seu lado cultural, a sua história, o seu acervo, embora este não esteja mensurado no contexto financeiro da entidade como meio de aferição de renda.
Os avanços, as mudanças sociais, trazem um processo de comprometimento inquestionável. Há que se aperfeiçoar todas as atividades disponibilizadas ao público. Uma prestação de serviços, uma assistência médico-assistencial e educacional moderna é o desejável, mas nem sempre é possível. A modernização é limitada pelos recursos disponíveis. Sérias questões são enfrentadas, a mais cruenta é a financeira. Tolhe investimentos, impede a utilização de espaços físicos, a compra de novas aparelhagens, a reciclagem dos recursos humanos e tantos outros melhoramentos.
A Instituição, no esforço de curar, quer trazer uma compreensão mais atual, mais condizente com a natureza do homem de hoje. Cada serviço busca a seu modo, desenvolver atividades paralelas, acompanhando a necessidade de dar novo formato ao modus vivendi daqueles sob seus cuidados, presente a convicção de que não se pode ficar no mundo atual adstrito ao mundo abstrato das teorias.
Visualiza-se a necessidade de expansão, de mudanças, seguindo o “mercado” real da área da saúde. Entretanto, caridade é a nossa primeira meta. A Santa Casa ainda não foi capaz de traçar planos efetivos no sentido de mudar ou fazer acrescer essa modernidade ao sistema pioneiro em vigor. A celeridade do mundo avança, ao mesmo tempo em que esmaga os que não têm como acompanhar a velocidade.
O espírito de luta e a vontade de vencer obstáculos são crescentes. Esse apostolado executado com amor nos fortalece. Dirigentes, Irmãos, Corpo Clínico, Funcionários e Colaboradores, pilares desse trabalho, em seu sentimento de fraternidade, continuam de mãos dadas, escrevendo o presente e sinalizando o futuro, com as bênçãos do Pai.