SANTA CASA 429 ANOS

O início da história de solidariedade humana da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro deu-se há 429 anos. Através dos séculos, tornou-se a instituição símbolo da caridade no Brasil. O serviço filantrópico oferecido é presente no cenário brasileiro desde a fundação da Cidade do Rio de Janeiro. O tempo passa e a Irmandade, fundada pelo Beato José de Anchieta, cada vez mais se solidifica, fortalecendo-se em qualidade e eficácia no atendimento assistencial geral.

Firmeza e seriedade são essenciais nas decisões, já que qualquer descuido ou falta de convencimento na resposta à sociedade podem gerar dúvida, distorcendo suas finalidades e colocando em suspeita sua direção. O público tem direito a todo esclarecimento e este é um compromisso histórico e inarredável. Decisões são tomadas após discussões, troca de idéias, visando sempre ao consenso nos debates e ao aprimoramento das atividades.

No nível cultural de uma sociedade pesam sobremaneira o aspecto educacional, as leis que emanam de suas casas legislativas, a história de suas instituições e outros fatores. Da continuidade de suas iniciativas sociais emergem obras duradouras, que reflorescem, passando a fazer parte do contexto da cidade ao estabelecer perfeita sintonia entre pátria, povo e cidadão, na busca de um objetivo comum, no caso a caridade, a assistência social.

A Santa Casa nasceu com destinação ao desenvolvimento social e cultural. No seu Salão Nobre somam-se arte, tradição e história de quatro séculos. Os dirigentes conservam esse requintado patrimônio, apesar de não contarem com subvenção direta. A obra sobrevive de seu patrimônio imobiliário, de alguns convênios do Serviço Funerário e de doações, escassas nos atuais dias.

As mudanças sociais, o avanço tecnológico, são fatores que induzem um comprometimento cada vez maior. A Santa Casa não é somente uma entidade assistencial. É antes de tudo um esteio, uma ferramenta que empurra adiante os que nela se iniciam e a ela se afeiçoam, colocando a serviço do próximo todo seu esforço. A negação à saúde é um desrespeito à vida.

A problemática financeira afronta a Administração, sempre preocupada em preservar o maior investimento social de que se tem notícia, com 1.171 leitos distribuídos por seus 5 hospitais – Hospital Geral, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Saúde, São Zacharias e Nossa Senhora do Socorro; 2 casas geriátricas para amparo a idosos; 2 Educandários – Romão de Mattos Duarte e Misericórdia -, aptos a acolher crianças da maternidade aos 14 anos.

A área funerária com 13 Cemitérios, Crematório e postos de atendimento em toda a Cidade, também muito preocupa, face à evasão da receita em favor de funerárias que se autodenominam “Santa Casa”, o que vem exigindo intervenções judiciais pontuais, com o fim de por cobro a esse procedimento.

Apesar das circunstâncias e conflitos enfrentados não esmorecemos. Justifica-se a satisfação com que, a cada ano, a Direção da Irmandade se dirige aos Irmãos, amigos e funcionários que ajudam a manter incólume este Templo, nascido a 24 de março de 1582, sob o signo da fé, da coragem e da esperança.

DAHAS ZARUR
PROVEDOR

> Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro: 1582 - 2008 - 426 Anos

> 424 Anos de História

> Sobre Dr. Dahas Zarur


Dr. Dahas Zarur
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