Qualidade para os pacientes

A Farmácia funciona nas dependências do Hospital Geral. Licenciada pela Vigilância Sanitária do Estado do Rio de Janeiro, é constituída de quatro seções: Administrativa, Dispensação de Medicamentos, Manipulação e Arsenal Cirúrgico.

A Farmácia controla, analisa, separa e dispensa os medicamentos prescritos aos pacientes internados nas enfermarias. Além disso, manipula formulas farmacêuticas de menor custo e soros, injetáveis, comprimidos, entre outros medicamentos. Produz ainda soluções germicidas (desinfetantes, esterilizantes, etc.) utilizadas em todos os estabelecimentos pios. A produção da Farmácia gera grande economia para a Casa.

Ficam também sob responsabilidade da Farmácia a guarda e distribuição dos artigos médico-cirúrgicos, indispensáveis ao tratamento dos pacientes, o Arsenal Cirúrgico.

A Santa Casa, através do Departamento de Farmácia, mantém um convênio com a Secretaria Municipal de Saúde para a distribuição gratuita de medicamentos para pacientes portadores de AIDS, Tuberculose, Hanseníase e Leishmaniose, atendidos no ambulatório da Instituição.

A Comissão de Padronização de Medicamentos do Hospital Geral, constituída de médicos e farmacêuticos, seleciona e divulga os medicamentos para uso do Hospital.

História

Anchieta usava, para tratar os doentes no século XVI, ervas e raízes em infusões e chás. Foi um estudioso das plantas medicinais da flora brasileira, médico e boticário, o primeiro farmacêutico do Brasil.

O Laboratório Industrial Farmacêutico já aviava, na Provedoria de Marques de Abrantes (1857-1865), em torno de 330 fórmulas. Hoje chegam a 420 fórmulas, algumas usadas por Anchieta.

Em 1868 um rapaz de 15 anos surgiu à porta do Hospital pedindo trabalho e lhe foi oferecido o lugar de aprendiz na Farmácia. Era José do Patrocínio, que trabalhou no laboratório e acabou fazendo o curso de farmacêutico, concluído em 1874.

A Indústria de Produtos Farmacêuticos teve seu início em 1940, para melhorar a linha de produção da Farmácia. Durante a provedoria do Ministro Afrânio Antonio da Costa, foi feita a unificação da Farmácia com a Indústria de Produtos Farmacêuticos como medida de contenção de custos. Assim, foi possível a aquisição de novas máquinas e passou-se a fabricar desinfetante e sabão líquido, além de medicamentos de uso intensivo nas enfermarias, gerando grande economia para a Casa.

Com o crescimento da produção, a direção decidiu separar as duas dependências. Foi criado, em 1953, o Arsenal Cirúrgico para cuidar do material de clínica médico-cirúrgica, aparelhagem e instrumentos cirúrgicos.

Quem visita o Museu da Farmácia verá dezenas de vasilhames de porcelana Saxe com os nomes das infusões gravados a ouro. Lá estão máquinas movidas a braço usadas no começo do século para o fabrico de comprimidos e injetáveis. Os vasilhames eram lavados num tanque em forma de banheira, composto por uma só peça de mármore carrara e torneiras de bronze feitas em Florença.

Veja a História da Farmácia








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