|
Em 1850 o Império promoveu uma concorrência
entre as Irmandades, corporações e particulares pela
Concessão dos serviços públicos funerários.
O vencedor teria o privilégio por 50 anos e se obrigava a
instalar “três enfermarias e curar em tempo de epidemias
a pobreza enferma”.
Ganhadora da Concessão, a Santa Casa iniciou uma série
de ações para cumprir o Contrato. O Provedor era José
Clemente Pereira. Uma das providencias tomadas por ele foi a criação
da Enfermaria Nossa Senhora do Socorro em terreno adquirido no Caju.
No terreno havia uma antiga chácara que foi imediatamente
posta a funcionar como Enfermaria com instalações
de emergência. Apesar da precariedade, a Enfermaria muito
ajudou no recolhimento dos enfermos.
O imóvel necessitava de obras, mas naquele momento a Santa
Casa não tinha condições de arcar com mais
esta despesa.
O ilustre Provedor Clemente Pereira faleceu em 1854. Um ano após
a sua morte, aconteceu uma violenta epidemia de cólera, e
a Irmandade viu-se obrigada a acelerar as obras de adaptação
da Enfermaria. Concluídas precariamente em 1855 na Provedoria
do Marques do Paraná, o Hospital abriu as portas para a população.
No entanto, foi fechado no ano seguinte pois, passada a epidemia,
o Governo considerou desnecessário seu funcionamento e autorizou
a Santa Casa a vender o imóvel.
Em 1866 o Hospital foi reaberto às pressas num prédio
na Praia de São Cristóvão, face á nova
epidemia na cidade. Funcionou somente um ano. Após este período,
o então Provedor Zacharias Góes e Vasconcelos levantou
um edifício, inaugurado em 1871, reformou as enfermarias,
a cozinha, e fez outros melhoramentos. O Hospital foi definitivamente
aparelhado e reaberto.
O Barão de Cotegipe foi outro Provedor que muito investiu
no Hospital. Restaurou a capela, implementou novos serviços
médicos e melhorou as enfermarias.
O Provedor Dr. Miguel de Carvalho fez diversas benfeitorias: determinou
o plantão médico permanente, montou uma lavanderia
movida a gás e criou uma escola primária para as crianças
das redondezas. Ampliou a capacidade do Hospital, criando uma enfermaria
somente para mulheres.
As Irmãs de São Vicente de Paulo eram encarregadas
das fórmulas para os internos e para o consultório.
O Hospital também mantinha um serviço religioso, a
cargo de um capelão. O corpo médico não era
remunerado.
Em 1920 um incêndio destruiu o prédio. O Provedor mandou
reconstruí-lo, pois do edifício nada pode ser aproveitado.
Em 1929, o Dr. Carvalho inaugurou o atual prédio do Hospital
com 100 leitos.
O Dr. Ary de Almeida e Silva, Provedor de 1939 a 1953, implementou
melhorias ao imóvel com a recuperação de várias
dependências, conclusão das obras do ambulatório
feminino e do dormitório das Irmãs.
O Provedor seguinte, Ministro Lafayette de Andrada, também
implementou melhorias nas instalações do Hospital,
preocupando-se com a manutenção do prédio secular.
O Hospital cresceu em tamanho e na sua estrutura técnico-cientifica
durante a gestão do Ministro Afrânio da Costa: foram
inaugurados o Centro Cirúrgico e o Centro de Estudos, um
Anfiteatro, além de novos aposentos para as Irmãs.
Em 1972 foi firmado contrato com o INPS para atendimento aos beneficiários
da Previdência Social. Um convênio celebrado em 1975
permitiu a Escola de Medicina e Cirurgia do Brasil atender em aulas
práticas os enfermos do Hospital.
Por esta época, o Hospital tornou-se uma unidade especializada
no atendimento a idosos. Há muito tempo já abraçara
a missão de cuidar dos enfermos acima dos 65 anos, encaminhados
pela Prefeitura. Em 1976 foi firmado convênio entre a Santa
Casa e a Prefeitura para o atendimento médico-hospitalar
a geriátricos no Hospital do Socorro.
Atualmente toda a estrutura do Hospital está voltada para
o atendimento aos idosos carentes, oferecendo modernas técnicas
da medicina e tratamento condigno aos internos.
|
 |


|