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Princípios editados pelo Compromisso da Santa
Casa de Lisboa, de 1516, do qual é parte integrante um Sumário
de Obras de Caridade, a própria razão de ser das Misericórdias,
com 14 atividades assim definidas:
Espirituais
• Ensinar os ignorantes
• Dar bom conselho
• Punir os transgressores com compreensão
• Consolar os infelizes
• Perdoar as injúrias recebidas
• Suportar as deficiências do próximo
• Orar a Deus pelos vivos e pelos mortos
Corporais
• Resgatar cativos e visitar prisioneiros
• Tratar os doentes
• Vestir os nus
• Alimentar os famintos
• Dar de beber aos sedentos
• Abrigar os viajantes e os pobres
• Sepultar os mortos
Com os mesmos propósitos da Santa Casa de
Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro foi
criada para acolher os presos, alimentar os pobres, curar os doentes,
asilar os órfãos e atender as viúvas. Mantida
pela Irmandade da Misericórdia, a Santa Casa contou, ao longo
de sua história, com poucos e descontínuos auxílios
governamentais, vivendo da caridade pública, de recursos
oriundos do aluguel de esquifes e, principalmente, de legados e
doações de particulares.
A Santa Casa do Rio de Janeiro agregou, em
toda a sua trajetória, funções e objetivos
diversos, sempre na assistência aos mais necessitados. Possui
um complexo patrimônio documental e museológico, além
de arquitetônico, estético e artístico.
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